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PALHA DE OURICURI

Na região do Pontal de Coruripe, é a palha extraída da palmeira de Ouricuri que serve de matéria-prima para peças decorativas.

Depois de seca e desfiada, as mulheres da região trançam a palha com técnicas centenárias de artesanato, garantindo a subsistência de muitas famílias e manifestando a história e a cultura local a cada peça trançada.

O aperfeiçoamento das técnicas ao longo dos anos resulta em um acabamento de qualidade e designs diferenciados, que compõem a decoração da casa com um visual despojado.

 
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PALHA DE TABOA

Taboa é uma planta aquática que cresce em abundância no município litorâneo de Feliz Deserto.

A palha extraída da planta é o sustento das mulheres que a colhem para transformá-la em objetos decorativos.

São diversas etapas de produção: colher a palha nos brejos, limpar as folhas, secar ao sol, amaciar a palha e trançá-la para, enfim, montar as peças e costurá-las, na cor neutra da própria taboa.

 
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PALHA DE BURITI

Em Barreirinhas, na região dos Lençóis Maranhenses, os povos indígenas deixaram como herança a palha de Buriti, trançado utilizado na confecção de jogos americanos, caminhos de mesa, bolsas,

chapéus e outros objetivos decorativos.

As artesãs da região, que aprimoram a técnica a cada geração, utilizam as folhas do Buriti – palmeira nativa brasileira – como matéria-prima. Para isso, é preciso subir até o topo da palmeira, que tem de 20 a 30 metros de altura! Lá, é colhido o broto da folha, conhecido como “olho”,

de onde a fibra vegetal é desfiada até chegar ao linho.

Depois de cozido, para garantir maleabilidade e resistência, o linho é tingido com corantes naturais, vindos de cascas, folhas, frutos e raízes.

 

Quando seco, o linho é organizado em novelos para ser trabalhado com pontos de macramê.

O resultado são peças únicas, cheias de história, representatividade e beleza.
 

 
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FILÉ

O nome tem origem no termo francês “filet”, que significa rede. Isso porque esse bordado alagoano, rico em detalhes, utiliza como base uma rede, semelhante à de pesca.

 

Presa a um tear de madeira, as mulheres filezeiras tecem diversos pontos geométricos e multicoloridos nessa rede, criando peças de uma beleza singular.

 

Passado de geração em geração, o bordado filé chegou a ser registrado como patrimônio cultural

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REDENDÊ

A técnica do redendê vem dos colonizadores portugueses e consiste em bordar desenhos geométricos sobre o linho.

 

Depois de bordado, o tecido de linho é desconstruído, retirando o centro do bordado e acrescentando o vazado ao redendê.

 

O resultado são peças ricas em cores, detalhes e beleza.

Em Entremontes, situado a beira do Rio São Francisco, as bordadeiras trabalham ativamente para passar a técnica às novas gerações, capacitando as crianças na arte do redendê e dando continuidade ao seu caráter artesanal e exclusivo.

 
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BOA NOITE

Herança portuguesa de mais de um século, o “Boa Noite” é um bordado exclusivo de um pequeno povoado do sertão alagoano, Ilha do Ferro, localizado no município de Pão de Açúcar.

Dentre as flores da Caatinga, foi a chamada “Boa Noite” que serviu de inspiração para os primeiros bordados, que são aplicados sobre os fios desfiados de linho.

O resultado reflete a beleza da flor: delicado, singelo, geométrico e requintado.

 

Um trabalho que expande o feminino para além do universo ribeirinho do sertão de Alagoas.

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